Fazenda Cinco Estrelas alcança prêmio máximo, Leitão Black, em concurso promovido por empresa de softwares para suinocultura.
Fotos: Divulgação|Fazenda Cinco Estrelas

A edição de 2020 contou com a participação de mais de 2080 granjas e mais de 1,6 milhão de matrizes de vários países, como Brasil, Argentina e Colômbia

Por Polliana Dias

O empresário rural, Ricardo dos Santos Bartholo, proprietário da Fazenda Cinco Estrelas, na região de Boa Vista, na cidade de Patrocínio-MG, no Alto Paranaíba tem motivos de sobra para comemorar a façanha de ter alcançado o primeiro lugar na 13 edição do Prêmio Melhores da Suinocultura Agriness, realizado no dia 15 de abril, com transmissão pelo canal da empresa de softwares para o segmento de granja de suínos.

A edição de 2020 contou com a participação de mais de 2080 granjas e mais de 1,6 milhão de matrizes de vários países, como Brasil, Argentina e Colômbia. Cada país possui classificações exclusivas dentro da premiação, bem como conta com a premiação máxima que reúne os melhores classificados de cada país em uma mesma base para comparação e classificação.

Ricardo Bartholo, que em 2019 se classificou com o Leitão de Prata na categoria 301 a 500 matrizes, com 36,86 leitões desmamados por fêmea ao ano, correspondendo portanto ao segundo lugar na classificação nacional; declara que trabalhou com sua equipe durante todo o ano para se superarem e alcançarem o primeiro lugar, mas se diz surpreso com resultado de melhor granja da América Latina. Os números expressam a dedicação do trabalho conjunto e liderança da Cinco Estrelas em eficiência, pois levou para casa três dos principais prêmios, sendo o Leitão de Ouro na categoria 301 a 500 matrizes; o Prêmio Leilão de Pérola como melhor produtor em evolucão e o principal prêmio da categoria, o Leilão Black em recorde de produtividade com 39,39 leitões desmamados por fêmea ao ano, consagrando-se como a melhor granja da América Latina.

“Esse prêmio foi um marco para todos da Fazenda Cinco Estrelas, pois ser considerada a melhor granja da América Latina, é motivo de muita festa. Aproveito para ressaltar que a evolução da granja é feita por gente que participou de muitos momentos importantes e contribuiu para o seu crescimento. Meu gerente, Antônio Leomar Eugênio, entrou com 17 anos na granja, foi ajudante, chefe de maternidade, depois foi para a gerência e hoje é um formando em medicina veterinária. Esse crescimento interno da minha turma é algo que eu valorizo e que faz com que alcancemos números satisfatórios que nos levam a resultados como este. O maior mérito desse prêmio foi ter conseguido montar uma equipe que aceita desafios”, declara o produtor que possui 15 colaboradores atualmente.

Cinco Estrelas. A inserção no mercado de granjas de suínos aconteceu por vários caminhos, como conta o produtor rural, que pela produção de leite, buscou conhecimento e informações sobre investimento neste setor com mais tecnologia, no entanto, foi provocado a conhecer mais sobre a suinocultura. Ao analisar os números e possibilidades de crescimento do negócio, rapidamente se movimentou para iniciar a produção.

Começou com 80 matrizes e em cinco anos foi para 500.

Começou com 80 matrizes, foi para 125 e, dois anos depois, dobrou para 250 matrizes. Em cinco anos foi para 500 matrizes, número que mantém até hoje. Contudo, a granja foi um investimento para fornecer substâncias orgânicas para a cafeicultura, principal atividade da fazenda. Com este entendimento, o produtor focou na produção de suínos para ter controle sobre os elementos utilizados para a adubação. Com isso, evoluiu em seu experimento e ampliou sua percepção sobre o setor pelos resultados que começou a obter na produção.

Com o tempo, a suinocultura deixou de ser coadjuvante e conquistou o produtor, que hoje tem duas produções protagonistas e igualmente motivadoras para o desenvolvimento do seu negócio com foco na sustentabilidade. Hoje ela vai além de suprir matéria orgânica para a cafeicultura, sendo um dos pilares econômicos da empresa rural, bem como diretriz de sustentabilidade.

“Faz três anos que não uso adubo químico na cafeicultura, faço uma compostagem com a casca do café, bagaço de cana e esterco da granja, fazendo um composto profissional para substituir os adubos químicos”, conta o produtor que também transforma os dejetos orgânicos dos suínos em energia para utilização da fazenda. Além disso, Bartholo é um dos produtores que integram a plataforma do Consórcio Cerrado das Águas, iniciativa que preserva a bacia do córrego Feio, principal fonte de abastecimento hídrico de Patrocínio, com foco em combater às mudanças climáticas.

Melhoria contínua. Ricardo Bartholo se preocupa constantemente em melhorar continuamente, sobretudo evoluir conjuntamente com o setor. Foi um dos fundadores da SUINCO - Cooperativa de Suinocultores,, sendo atualmente vice-presidente e também participa da ASTAP - Associação de Suinocultores Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, da qual já foi também presidente. “A gente se fortalece estando junto e se desafiando, eu sempre me motivo buscando novidades e sabendo de novas técnicas e isso tem dado certo”, afirma Bartholo.

Adepto de se desafiar e ser desafiado, bem como perseguir metas, o produtor conta que existe um número que todos perseguem como ideal no setor de suinocultura, que são 40 leitões desmamados por fêmea ao ano. Para ele este número pode ser batido ainda neste ano e conta que já tem motivado sua equipe para alcançar a meta desejada, seguindo na liderança deste setor que lhe conquistou e que lhe rendeu este grande reconhecimento.