Números revelados agora, de 1º de janeiro a 30 de abril e 2021, 124 jornalistas morreram em decorrência da Covid-19 no país.

Na Bahia jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e blogueiros acima de 40 anos, estão no grupo prioritário

Os jornalistas, pela profissão, são vulneráveis a doença. Foto: Hier und jetzt endet leider meine Reise auf Pixabay aber | Pixabay


Da redação da Rede Hoje


Em reportagem assinada por Anderson Scardoelli, o portal Publique-se, destinado aos jornalistas e comunicadores, revela nesta sexta-feira(21) mostra que a categoria é uma das vulneráveis à contaminação. A pandemia do novo coronavírus tem sido diariamente fatal para os jornalistas brasileiros. Literalmente.

Com base em dados desde o começo de 2021, que números revelados agora, de 1º de janeiro a 30 de abril e 2021, 124 jornalistas morreram em decorrência da Covid-19 no país. Na média, 31 óbitos por mês.

A reportagem do
Publique-se conta que pandemia do novo coronavírus tem sido diariamente fatal para os jornalistas brasileiros. Literalmente. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 20, pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que, na média, ao menos um comunicador do país não tem resistido à luta contra a Covid-19. Os dados são referentes ao primeiro quadrimestre deste ano.

De acordo com números revelados agora, de 1º de janeiro a 30 de abril e 2021, 124 jornalistas morreram em decorrência da Covid-19 no país. Na média, 31 óbitos por mês. Registros que mostram crescimento no comparativo com 2020. No ano passado, no recorte para profissionais da imprensa, a média mensal de mortes foi de 8,3.

Com a aceleração de vítimas no primeiro quadrimestre, a Fenaj contabiliza 213 jornalistas mortos no Brasil por causa do novo coronavírus. No geral, o país contabiliza mais de 441 mil mortes em decorrência da doença viral — ficando somente atrás dos Estados Unidos no total absoluto de óbitos.


Todos os dias incluímos novas informações ao dossiê”. Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), entidade associada à Fenaj, Moacy Neves alerta para a possibilidade de subnotificações. “A pesquisa está em andamento, inclusive coletando e apurando dados anteriores e todos os dias incluímos novas informações ao dossiê”. Na Bahia, a entidade mostra que mais de 350 jornalistas contraíram a doença desde o início da chegada da pandemia no país.

A situação fez o Brasil chegar ao inglório topo da lista de países com mais jornalistas mortos em decorrência da Covid-19. Conforme levantamento publicado em março pela organização Press Emblem Campaign, o país contabiliza 11 comunicadores mortes por causa do novo coronavírus. Mortes que, segundo a Fenaj, aumentaram no decorrer do último mês.

Na Bahia, jornalistas serão vacinados em grupo prioritário
A reportagem da Publique-se traz uma informação reconfortante. Jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e blogueiros acima de 40 anos, estão no grupo prioritário.
Os profissionais da imprensa serão vacinados na Bahia. A inclusão da categoria no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19 foi divulgada na terça-feira, 18, e publicada nesta quinta-feira, 20, no Diário Oficial do Estado. Ainda não há previsão de data para que o grupo seja, de fato, vacinado.

Deputado quer inserir jornalistas em grupos prioritários.
O grupo contemplado pela decisão é composto por jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e blogueiros acima de 40 anos. A vacinação do grupo é válida para todo o estado e, em todos os casos, é necessário que os profissionais sejam registrados e apresentem a carteira profissional ou da empresa onde trabalham.

Deixando claro: são profissionais de comunicação atuando em atividades externas ou ambientes confinados tais como redações e estúdios! As empresas deverão atestar que os referidos profissionais se encaixam nesse perfil. Queremos proteger quem está sob risco”, escreveu o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, no Twitter.

Inclusão de blogueiros.
A alteração no grupo prioritário da vacinação causou polêmica, especialmente, por incluir os blogueiros. A decisão gerou questionamentos e críticas em entrevistas e em suas redes sociais. Sobre o assunto, o secretário informou que não serão considerados os influenciadores digitais e que o documento refere-se apenas aos blogs noticiosos.


No interior, em muitos municípios, não existe estrutura formal de imprensa, mas existem blogs que noticiam os fatos do dia-a-dia. Esse é o jornalismo moderno, feito de forma online, por jornalistas profissionais”, ressaltou, nas redes sociais.